terça-feira, 5 de abril de 2011

Impitmam não, liberdade de expressão sim

Sei que pode parecer esquisito, mas eu venho parabenizar por meio deste texto ao deputado Bolsonaro e ao programa CQC. Pela primeira vez, em muitos anos de existência da discussão sobre cotas raciais, homofobia e até mesmo sobre liberdade de expressão, no Brasil está ocorrendo uma maluca, porém organizada, discussão sobre os temas.

Como alguns sabem, moro em uma cidade do interior do Rio Grande do Sul. Estudo em outra cidade do interior deste estado, e realmente não sei nem como comentar o que está acontecendo aqui. Ainda são poucas pessoas, mas pela primeira vez vejo alguma discussão sobre os assuntos “polêmicos” que foram apresentados no programa do dia 28 de março.

Bom, acho que não preciso explicar o que aconteceu no CQC do dia 28, e para os desinfomados, é só entrar no youtube e procurar que existe lá todo “O Povo quer Saber”, com a entrevista com o deputado. Mas para dar uma pincelada, explico (pelo menos o que eu entendi): ele é um deputado de extrema direita, que acha que não é válido o programa de cotas para a universidade e que vê a comunidade GLS como pessoas que sairam de “famílias desestruturadas” - estou sendo sucinta e simpática com as palavras. Pois bem, agora quero dar minha simples opinião sobre tudo o que está acontecendo nos últimos dias...

Realmente, eu não consigo me sentir indignada com o que o deputado falou. Me sinto sim muito indignada com a visão de uma pessoa pública como ele nos dias de hoje. Como foi comentado no CQC desta segunda (dia 4 de abril), não se pode culpar o deputado pela visão dele, e eu até mesmo vejo ele como uma pessoa de muita coragem para falar tudo o que falou em um programa de TV aberta. O que eu não entendo são as pessoas que estão por trás de tudo o que ele disse: os cidadãos brasileiros que, primeiramente, colocaram uma pessoa com a visão dele no poder, e que não põem a cara pra bater assim como ele colocou.

Houve muita discussão sobre a possibilidade de cassarem o deputado. Sou totalmente contra isso. Ele está lá para defender uma ideia - mesmo essa sendo anterior ao século X. E ele é um dos poucos deputados que realmente está fazendo isso.

Mas agora, tirando um pouco a pessoa do deutado da questão, e indo mais a fundo nos comentários em si, e com total opinião própria: graças a Deus que podemos discutir todos os assuntos hoje em dia. Eu fiquei totalmente emocionada – de olhos inchados e tudo mais – quando o Marcelo Tas mostrou a foto da filha dele e falou sobre a posição sexual da mesma. Acho que pela primeira vez estamos conseguindo falar sobre o assunto abertamente, com pessoas do meio público falando disso sem pudores. Eu vejo este assunto como algo que deveria ser muito discutido dentro das escolas e universidades do nosso país, acho que os nossos jovens precisam entender a diversidade existente hoje em dia, e realmente gostaria que o assunto da homofobia entrasse em discussão nacional, assim como o assuntos das cotas.

Brinca-se muito com a ideia da homofobia no Brasil, porém nunca tinha visto alguém apresentar com uma paixão este assunto como vi hoje no programa. Acho que agora o Brasil conseguiu abrir uma porta para que as pessoas possam realmente discutir o assunto. Lembro que quando eu era menor, sempre era comentado que não se devia discutir religião, política, futebol e crenças. E isso faz no máximo 15 anos... vejo que estou num país onde a liberdade é total, onde a igualdade está sendo conseguida, onde todos podem ter vez. Existem crenças diferentes, visões diferentes, mas o Brasil está maduro o bastante para conseguir enchergar isso e conseguir pautar em suas reuniãos (bares, escolas, discussões de grupo) todos os assuntos referentes ao nosso povo. E isso é graças ao que podemos chamar de liberdade.

Gente, eu não sei contextualizar num texto o que estou sentindo hoje. Só sei que precisava “desabafar” um pouco sobre tudo o que tenho visto nos últimos dias, e principalmente deixar uma abertura de assunto para que, quem sabe, possamos discutir mais sobre o “maravilhoso mundo novo” em que vivemos. Realmente gostaria de contar com a opinião de todos os que receberem este texto, para que possamos começar a rever alguns paradigmas e para que todos possamos nos expressar...

Para terminar, gostaria novamente de dar parabéns aos que conseguiram colocar estes assuntos na mídia, ao programa CQC, aos meninos, que de um modo decontraido conseguem fazer um programa sério, que faz as pessoas repensarem muitas coisas, e principalmente dar parabéns ao Marcelo Tas, por ter exposto de um modo brilhante a sua família e por ter mostrado que a diversidade existe e que deve ser respeitada. Cresci vendo programas produzidos por ele e já o admirava muito, mas hoje realmente vi como uma pessoa consegue, com um pequeno gesto, ser alguém bem mais nobre do que se pensa.

Deixo este texto como uma abertura para um debate – não estou obrigando ninguém a nada, mas para quem quiser, podemos discutir sobre o assunto – , e deixo o texto aberto para quem quiser reescrever algo ou utilizar alguma parte dele... espero que ele sirva de inspiração para que se inicie uma bela discussão sobre todos os assuntos existentes nos dias de hoje, desde exclusão racial até o que as nuvens nos deixarem enchergar...

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Escolas da minha vida...

Esse final de semana me vi em uma outra estratosfera.... pelo menos numa bem diferente do que a que estou nos últimos meses... diversão, festa, bebida... enfim, vida social.

Não imaginei que poderia perder o "pique" pra esse tipo de coisa.... tudo bem que nunca fui uma pessoa demuitas festas e afins, mas realmente nunca pensei que me viria como um ET em algum lugar igual aconteceu nesse final de semana...

Um ponto que notei onde fui foi a idade dos frequentadores: pelo que vi a maior parte das pessoas tinha menos de 18 anos, chegando ao cumulo de eu descobrir que uma das meninas que estava la tinha 14.... caraca, eu, no auge dos meus 24 aninhos muito bem vividos, me senti uma velha dentro daquele bar!

Fiquei me lembrando de como era bacana os bares e as pessoas com que eu saia antes de "mudar"... senti saudade, mas ao mesmo tempo me senti bem, pois pelo menos posso sentir saudade sem ter que me preocupar com o que ocorreu naquele tempo!

Essas "escolas da vida" é o que vale a pena na verdade... essa vida diferente, essa visão de mundo. Acho legal a galerinha indo em local bacana igual o que fui, mas só uma coisinha acho que eles não notaram ainda: pra se divertir não é preciso beber até cair.... mas fazer o que, como disse o Rafinha no programa da última terça "até parece que eu nunca fiz isso!"...

sexta-feira, 1 de abril de 2011

O tempo

Como é interessante quando pensamos no tempo: ele é relativamente curto para algumas coisas, mas para outras é tão longo.

Numa conversa uma noite dessas com um amigo, acabei vendo que o tempo é relativo: depende somente da pessoa que está pensando nele para que o mesmo seja longo ou curto. Para amores perdidos, qualquer tempo é curto...... para os que virão, todo o tempo, por menor que seja, se torna longo!

Nove meses, o que são? Menos que um ano, logo, um curto espaço de tempo. O tempo relativo a uma gravidez.... a uma espera! O tempo certo para a calmaria vir a vida...

Um mês: um curto tempo para uma perda, um longo tempo para uma saudade...

Um dia: tempo gigantesco para um amor...

Bom, esse é o tempo. Esse é o bendito tempo que rege as nossas vidas. Esse grande tempo, que as vezes parece tão curto, mas que sempre é o tempo certo.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Novidades no mundo

Não é sempre que se pode escrever sobre novidades que estão ocorrendo. Mas não se preocupe, não vou falar aqui sobre catástrofes nem nada do tipo, pois já que são assuntos da outra semana, já é tudo passado.

Hoje quero escrever sobre novidades que vem por ai: coisas boas que irão ocorrer no mundo nos próximos anos, se assim Deus quiser - ou melhor, se ele não acabar com o planeta até 2012.

Uma das novidades é que teremos mais gente responsável, mais amantes do verde, mais jovens ligados no planeta. Não, ninguém voltará a criar rabo e sair por ai pulando de galho em ganho e comendo plantinhas esquisitas, mas os seres humanos voltarão a cuidar da natureza, fazendo sisternas em suas casas, separando o lixo....

A violência irá acabar. Só não se sabe ainda o modo o qual isso irá ocorrer: se todos os seres violentos irão matar uns aos outros ou se as bombas, armas e afins irão ficar em falta nas "prateleiras dos supermercados".

As pessoas irão ouvir umas as outras, antes de falarem algo, antes de criarem um pré-conceito sobre tudo. Também seremos picados por um novo mosquito, que irá colocar dentro de nós o espírito investigativo, o espírito do "querer saber mais..."

Uma coisa que irá ocorrer, mesmo que muitos achem que não: os livros não irão acabar! Aquele cheiro de folha que só um livro bem feito tem, ele não irá se perder.... e nem os jornais impressos. Eles continuarão nas nossas prateleiras, continuarão sendo inspiração para muitas pessoas com as quais compartilharão seus conhecimentos.

Ok, ok, temos a tecnologia também. Mas vou contar uma coisa a vocês: o mundo encantado onde empregadas são robôs e nossos carros voam no espaço sideral ainda não está muito próximo não. Teremos melhorias em nossos computadores, geladeiras, telefones.... dizem até que uma casa irá acender o aquecedor sozinho um tempo antes da chegada de seus donos, para que os mesmos sintam-se confortáveis assim que chegarem ao seu lar.

Pois é, tirando o último parágrafo, que querendo ou não não será mais novidade logo após este post, o resto bem que poderá dar certo... é só querermos que isso ocorra!


quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Viajar

Juro que gostaria de estar bem loge nesse momento. Não sei bem onde, mas queria estar livre, em lgum lugar, fazendo algo pelos outros.

Hoje estava pensando no que me aprisiona aqui. Não tenho filhos, nã sou casada, nem memso namorado tenho. Não sou obrigada a ficar em um lugar. Posso ser livre, se eu quiser.

Mas esta é a questão: será que eu quero mesmo ser livre? Será que não me sinto confortável e segura onde estou? Será que na verdade, já que estou protegida aqui, quero ficar, pois pelo menos aqui não terei medos?

E esse é o dilema..... enquanto eu gostaria de estar por ai, viajando, conhecendo gente nova, conversando.... ao memso tempo não sei se teria coragem pra isso. Não sei se conseguiria entrar em um avião, sem rumo certo, simplesmente para descobrir algo.

Preciso tentar me desvincilhar das coisas que tenho aqui, preciso começar a viver. Essa vida pacata que tenho aqui não me levanta em nada, não me ajuda em nada..... só me faz ficar mais trancada na minha humilde gaiola.